terça-feira, 8 de agosto de 2006

Gafes...até presidentes cometem!

Frequentemente Lula comete suas gafes. Em viagem oficial à cidade mineira de Santos Dumon, (26/07/2006), o presidente usou da desinformação. Em seu discurso, o presidente destacou o fato de o aviador não ter patenteado sua criação, de forma que o avião pudesse ser aperfeiçoado, e ter repartido o prêmio que recebera com os operários que construíram o 14 Bis e também com os pobres.

Só que o que Santos Dumont repartiu, foi o que lhe rendeu 129 mil francos: o dirigível nº 6, em 1901 e não o 14 Bis.

Lula ainda afirmou: "A gente pode dizer: ele é um brasileiro e não desiste jamais. Ele não desistiu, apesar dos reveses que sofreu." como se o suicídio de Santos Dumont fosse um mero detalhe, que em nada importa já que ele fez mesmo o que realmente importa, o avião.

A questão de uma gafe cometida por um chefe de nação tem peso mais relevante que as gafes cometidas por um cidadão comum. Certa vez, nosso presidente comentou sobre "seres humanos comuns" (ao ser denunciado sobre uma suposta conta milionária no banco Opportunity), auto-dizendo que ele ultrapassa ser um "ser humano comum". Também foi frase do atual presidente se auto dizer o homem "mais ético do Brasil". Supondo que o atual presidente do Brasil pudesse ser mais que um ser humano comum e o mais ético homem nascido em terras brasileiras, suas palavras passam a ter maior importância do que a de um Presidente comum, eleito pelo povo em regime democrático. Bastaria a importância de ser Presidente, quanto não se considerarmos as palavras do presidente sobre ele mesmo. Um suícidio só pode ser cometido por um surto ou agravamento de doença mental, nunca por "causas nobres" ou por "mesquinharias".

O povo costuma aceitar as gafes do presidente por acreditar que isto faz parte de uma índole inocente, associando ingenuidade e espontaneidade à falta de instrução formal, talvez por desconhecer que a inconveniencia tenha a capacidade de ofender, quando alguém faz uso de qualquer palavra que lhe venha à mente.