terça-feira, 3 de abril de 2007

AMOR E DESEJO

Amor e paixão são distintos. A paixão pode ser uma ideologia, uma projeção e uma fuga. Paixão pode ser diferente em cada pessoa, a cada papel, a cada máscara. A paixão pode fazer com que algo seja adulterado. Talvez, nesse sentido, uma paixão possa provocar um abalo, um transtorno, uma subversão em nome dos sentidos. A paixão frauda a razão. O amor é sempre igual. Amamos nossos pais, irmãos, filhos, amigos, nossa “metade” e podemos ser perfeitos só por amar. Mas a complexidade de amar é que não podemos amar o que não conhecemos. A redundância não tem lugar no amor. O desejo, o afeto, o apreço, a admiração, alguma afinidade, necessidade e identidade podem aproximar pessoas que, algum dia, podem vir a se amar. Se eu tivesse como explicar, faria uma recomendação à todos: “não seguir após o coração” e isso poucos sabem explicar o porquê e pouquíssimos poderiam entender.

Arrisco afirmar que ninguém é capaz de remover de si os sentimentos mas que estes não são bons guias para atitudes. Excessos de alegria ou fúria nos dão péssimos conselhos. O inverso do amor não é o ódio. É a indiferença.