sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sobre violência

 

A violência tem sido o foco de diversas campanhas, tanto relacionadas à educação quanto ao trabalho e emprego, notoriamente disfarçada pelos meios divulgadores dos índices.

A questão da violência não aborda o cotidiano das populações, nem o nível de expectativa social de suas vítimas ou de seus agentes. Fica parcialmente divulgado a causa ou a conseqüência de ações violentas. Certa vez ouvi dizer: “a violência é a expressão trágica de necessidades não atendidas”, mas a isso eu chamo de frustração seguida de abuso. Trágico, mas não por haver alguma necessidade. Certamente por ter havido o abuso!

O que leva alguém ao conflito é diametralmente diferente do que leva alguém ao abuso.

Conflitos podem ser conseqüentes de ajustes, de acertos, de ter que se separar de alguma característica do indivíduo e toda separação, definitiva ou não, pode causar sofrimento. O sofrimento pode ter como reação um impulso violento. Violento como uma ação involuntária, como um reflexo.

Roubo é expressão de violência. Destrói uma sociedade! Se houverem números de veículos roubados, acima de um certo nível de expectativa, as seguradoras vão aumentar seus preços. Os veículos vão aumentar seus preços. As taxas cobradas pelos governos vão aumentar seus preços. O povo, certamente, vai ter que aumentar sua cota de produção.

Agressão, inconfundivelmente, é expressão de violência. Geralmente acontece quando o agressor enfrenta uma vítima mais fraca. E toda uma sociedade é punida. Punida com um número de atendimento médico insuficiente para o número de necessitados. Punida com um número insuficiente de policiais apara esta sociedade. Punida com péssimos exemplos dados pelos agressores. Punida pela impunidade destes agressores.

Enquanto o homem tiver preguiça de amadurecer seu pensamento, enquanto o homem decidir agir passivamente diante dos erros de seus filhos, enquanto as pessoas esperarem que seu orgulho não seja rebaixado pela ignorância do outro, enquanto a ética for matéria de filosofia, enquanto isso acontece, vemos as campanhas que tratam sobre a violência e dela tiram proveito econômico, fato que em si já é violento.

domingo, 30 de agosto de 2009

O amor acabou. E agora?




É tudo muito difícil de sentir. Muito difícil de entender um sentimento de fim, de perda, de fracasso. A perda das expectativas, dos planos tão bem elaborados para uma eternidade feliz. A percepção da falta de controle sobre o próprio destino. O fracasso em antecipar os dias que sucedem as primeiras ideias de construção deste destino. Não se pode antecipar algo destinado a suceder.

O fim da autonomia sobre algo que nunca esteve em si, mas projetado no outro. A perfeição que imaginamos poder absorver do outro, que como nós, não poderia ser perfeito. Os defeitos que julgamos não ter e que, tão injustamente, foi apontado para nós. A decepção de sermos julgados, o ódio em silêncio que a pessoa amada foi nutrindo, até não caber mais nela e se atirar sobre nós em forma de queixa. Queixosos injustos da personalidade que julgávamos amada.

A indisposição que sentimos em relação à permanecermos fiéis ainda que em ausência das promiscuidades. Uma única pessoa em parceria, e nem com esta pessoa se poderia haver fidelidade por já ter acontecido o ódio em silêncio. O medo da solidão que sempre houvera. Toda pessoa está em solitude consigo mesma. É preciso liberdade para podermos pensar e desejar.

O fim das surpresas, a confirmação daquilo que temíamos nos primeiros olhares, primeiros encontros, primeiros desejos. O sentimento de rejeição. A recusa em aceitar no outro os defeitos que não queremos ter em nós e que, de alguma forma, julgávamos possível evitar. Evitar de ter ou ser percebido como parte daquilo que já temos ou somos. Ver o erro no outro alivia nossa consciência.



sábado, 1 de agosto de 2009

Sobre céu ou inferno dos suicidas

Para mim, nada irá mudar. Nem meus hábitos, nem meus planos. Nada irá mudar em minha rotina. Vou providenciar algumas coisas importantes. Vou ajustar meus dias. Providenciar a morte que me aguarda em breve.

Ninguém poderá dizer que eu não tentei, pois eu usei de todas as formas de dar crédito, tanto a mim mesma quanto aos outros. Este blog é testemunha. Aqui eu falo das crenças que tive na humanidade, das formas de luta que eu busquei para trazer conforto, trazer idéias que antes, nem eram levadas em consideração.

Aqui, neste blog, falei do trabalho, da educação, dos bons costumes. Aqui existe um belo acervo das minhas crenças, do meu mundo interior. É muito mais do que costumo expor em palavras. Geralmente, só em minhas ações eu demonstro minhas crenças. Raramente falo delas.

Nada irá mudar para muitas pessoas. Nada irá mudar no mundo inteiro. Haverão novas vidas e novas mortes. Não há céu ou inferno. Há justiça.

Algo irá ajuizar os suicidas, os assassinados, os motivos dos suicídios, os motivos dos assassinatos. Os motivos dos nascimentos, os motivos dos natimortos, os motivos dos abortos. Algo irá ajuizar os motivos de cada vida, tenha sido consumada ou não. E esta é mais uma de minhas crenças.

Os que me odeiam, hão de rir de minha morte. Os que me amam, hão de chorar. Aqueles para os quais eu sou indiferente, não tomarão conhecimento. Se souberem, estarão muito ocupados para pensar sobre isso.

Durkheim afirmou que a causa do suicídio era provocada pela sociedade. Certo.

domingo, 26 de julho de 2009

Educação de adultos e letramento

 

Paulo Freire associou a aprendizagem da língua escrita com o processo de tomada de consciência dos direitos sociais e políticos da população carente. A princípio, justamente à população mais carente é oferecida orientação duvidosa com relação ao significado de "Direito Social" e "Direito Político". Primeiro que se a alguma pessoa mal informada for questionado 'O que é o direito?', provavelmente esta dará uma resposta crendo que pode se aproximar de uma assertiva consagrada pela sabedoria popular, reafirmada de boca em boca, sempre com alguma contrapartida. Não duvido que esta mesma pessoa possa responder o que é a justiça, a beleza ou o amor.


Seria necessário discutir o que são os direitos humanos. Seria preciso entender a criação da ONU, sua abrangência, seus poderes e limitações, seus sistemas. Os Direitos Humanos, da ONU, em 1948, que reconheceram os direitos sociais, junto com os direitos civis e os direitos políticos.Não se tratam de leis sobre o exercício da política no Brasil, tão pouco questões de assistência, comumente confundidos.

Falar sobre estes direitos seria especialmente importante imediatamente após a aquisição da escrita, em caso de adulto alfabetizado. A fórmula de letramento precisa reconhecer esta questão, principalmente nesta faixa etária. O direito ao trabalho, direito ao salário igual por trabalho igual, direito à previdência social em caso de doença, velhice, morte do arrimo de família e desemprego involuntário, direito a uma renda condizente com uma vida digna, direito ao repouso e ao lazer (aí incluindo o direito a férias remuneradas) e o direito à educação.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Tak nagle - na grac

I tylko on nie rozumiał po co gra. Tak myślę, coraz bardziej to wiem... Powiedział mi: ludzie są bardzo zawistni.

W grze... Sąsiedzi zawsze zazdroszczą sobie nawzajem, zawistnie spoglądają na bogactwa posiadane przez tego drugiego. Trochę mi głupio. Przerwa w grze? Nie, nigdy nie chcesz przerwać!

Jeśli chcesz, możemy rozmawiać. I jak - podoba się Miłość! On jest najlepszym czlowiekiem na swiecie! hehe... my nie jesteśmy z tego swiata chyba... ale możemy stworzyć wszechświat!

Tylko granie, bardzo intrygujące, przyjacielu. Kocham cię - po prostu

domingo, 5 de julho de 2009

To someone

Someone once asked me, why I write in Polish. Okay, this text is in English. You are reading and understand what I am writing here, which certainly is! I don't write in polish because it is a popular or an exotic language. I write to someone read. I write so someone very special may understand.

All my efforts are to make sure special people receive special attention. To wonderful people I do my best. Somehow, I believe in it.

I don't know who you are but if you are a person who can't speak Polish or Portuguese but can understand english, This is for you! I'm putting something here just to you. I want to thank you for taking the time to read this blog.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Jak mogę powiedzieć...

Tak długo powtarzam Ci, ze zawsze myślę o Tobie,
wciąż myślę o Tobie, lecz moje słowa
są zdmuchiwane, wciąż zdmuchiwane...
I ciągle kończy się tak samo, jest miodowo,
lecz nie potrafię wypowiedzieć słowa...

I każdej nocy i dnia modle się, w nadziei
że zdołam Cię znaleźć, że zdołam Cię znaleźć,
bo serce nie może zrobić nic więcej...

Jak mogę powiedzieć, że kocham cię
gdy nie potrafię wypowiedzieć słowa...

Dokądkolwiek jako twoja dziewczyna
pójdę z tobą, pójdę z tobą, lecz...
patrze i nie ma Cię przy mnie...